Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Eu, como alguém que está sempre de olho no que há de mais recente e importante para o nosso planeta e para os nossos bolsos, tenho uma novidade que já não é tão novidade assim, mas que está ganhando um fôlego incrível: os modelos de negócios com desperdício zero!
Sabe, antigamente, a gente pensava que “lixo” era só o que ia para o aterro, não é? Mas, na minha experiência e acompanhando de perto o mercado, percebo que essa mentalidade está mudando a cada dia, e ainda bem!
Hoje, mais do que nunca, as empresas em Portugal e no mundo estão a perceber que ser sustentável não é só uma questão de imagem, mas uma estratégia brilhante para reduzir custos, inovar e, claro, conquistar clientes que, como eu, valorizam muito quem se preocupa com o futuro.
A economia circular, por exemplo, que busca transformar o que antes era “lixo” em recurso, está a moldar um cenário empresarial onde a eficiência e a responsabilidade andam de mãos dadas.
Neste contexto de crescente consciência ambiental e regulamentações mais apertadas, como as que vemos a surgir para as embalagens aqui em Portugal com metas para 2030 e 2034, a inovação nos modelos de negócios é crucial.
Desde a produção de biojoias até a otimização de embalagens ecológicas, as oportunidades são vastas e empolgantes. Eu mesma já vi projetos incríveis nascerem dessa filosofia, e sinto que estamos apenas no começo de uma grande transformação.
É um caminho que beneficia a todos: o planeta, as empresas e nós, consumidores. Reduzir o desperdício significa menos gastos com descarte e, muitas vezes, novas fontes de receita através da reutilização e reciclagem.
Querem saber como tudo isso funciona na prática e como as empresas estão a abraçar essa filosofia para prosperar? Então, vamos descobrir juntos os segredos por trás dos modelos de negócios de desperdício zero!
A Magia da Economia Circular: Como os Resíduos Viram Tesouros

A verdade é que a economia circular não é uma moda passageira, é uma necessidade urgente para o nosso planeta e, por que não dizer, para a saúde financeira das nossas empresas.
Pense comigo: durante décadas, vivemos num modelo linear de “extrair, produzir, usar e deitar fora”. Mas, gente, os recursos naturais não são infinitos!
A economia circular vem precisamente virar este jogo, transformando o que antes era considerado lixo em novos recursos valiosos. Este modelo de produção e consumo assenta em pilares como a partilha, o aluguer, a reutilização, a reparação, a renovação e a reciclagem de materiais e produtos.
Eu, particularmente, acho fascinante ver como uma empresa consegue pegar num “desperdício” e transformá-lo num novo produto, ou até mesmo numa nova fonte de receita.
Isto não só poupa dinheiro na aquisição de matérias-primas e energia, como também reduz a pressão sobre os nossos ecossistemas. Em Portugal, por exemplo, temos visto um crescimento notável na demanda por produtos e serviços sustentáveis, o que abre um leque enorme de oportunidades para as empresas que apostam nesta visão.
Repensar o Ciclo de Vida dos Produtos
Na minha opinião, um dos pontos mais importantes da economia circular é a forma como nos obriga a repensar todo o ciclo de vida de um produto, desde o design até ao seu “fim de vida”.
Não é só sobre reciclar, é sobre criar produtos que já nascem com a ideia de serem reutilizados, reparados ou facilmente reciclados. Isso significa escolher materiais que sejam duráveis e que possam ser valorizados novamente no futuro.
Pessoalmente, já tive a experiência de comprar produtos que pareciam sustentáveis, mas que na verdade eram descartáveis, e isso frustra-me bastante! O verdadeiro desperdício zero começa na prancheta, no momento do design.
Se um produto for feito para durar e para ter múltiplas vidas, já estamos a meio caminho de um futuro mais verde e próspero.
Vantagens Económicas e Ambientais
É claro que, para o lado empresarial, a grande pergunta é sempre: “Mas e o lucro?” E eu garanto-vos, a economia circular é um excelente negócio! Reduzir custos com a gestão de resíduos e com a compra de matérias-primas virgens é uma poupança enorme.
Além disso, a inovação que surge deste modelo pode abrir novos mercados e aumentar a competitividade de uma empresa. Pensemos nas empresas portuguesas que estão a usar a cortiça ou o desperdício de ananás para fazer calçado, como a NAE, ou a Moinho que faz papel a partir de desperdícios têxteis.
Não é só bom para o ambiente; é ótimo para o negócio, gerando mais empregos e contribuindo para uma economia mais forte e menos dependente de importações.
É um ganha-ganha que me deixa super otimista!
Pioneiros Portugueses no Desperdício Zero
Em Portugal, temos exemplos fantásticos de empresas e iniciativas que estão a abraçar de corpo e alma a filosofia do desperdício zero e da economia circular.
É inspirador ver como a criatividade e a inovação se unem para resolver problemas que antes pareciam insolúveis. Muitos empresários por cá já perceberam que a sustentabilidade deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade imperativa para a sobrevivência e crescimento dos negócios no século XXI.
E não é só por “ficar bem na fotografia”, é porque os consumidores, como eu e provavelmente vocês, estão cada vez mais atentos e valorizam quem se preocupa genuinamente.
Empresas Que Dão o Exemplo
Falando em exemplos, há algumas empresas portuguesas que me enchem de orgulho. A NAE Vegan Shoes, por exemplo, fabrica calçado com materiais inovadores como cortiça, microfibras e até folhas de ananás, transformando o que seria desperdício em produtos de moda super éticos e sustentáveis.
Outro caso interessante é a Moinho, que produz papel a partir de desperdícios têxteis industriais e até papel de sementes que, depois de usado, pode ser plantado para dar origem a flores.
Estas empresas não só minimizam o desperdício, como também criam produtos inovadores com um valor acrescentado enorme. E a nível de gestão de resíduos, a LIPOR, no Grande Porto, é um caso de sucesso que se tornou um “bom exemplo” na gestão de resíduos em Portugal e na Europa, valorizando anualmente cerca de 500 mil toneladas de resíduos urbanos e transformando-os em composto orgânico.
Isto mostra-nos que há um caminho e que estamos a percorrê-lo, ainda que com desafios, como aponta o BCSD Portugal sobre a maturidade em sustentabilidade das empresas.
Iniciativas e Apoios Atuais
Não podemos esquecer que, para que estas iniciativas prosperem, é fundamental haver apoio. E sim, em Portugal, o governo tem oferecido incentivos fiscais para empresas que adotam práticas mais sustentáveis, como a redução de emissões e a melhoria da eficiência energética.
Além disso, a iniciativa “Zero Desperdício” tem um papel crucial no combate ao desperdício alimentar, conectando doadores de excedentes a instituições de solidariedade social.
Eu, que adoro cozinhar, fico sempre a pensar na quantidade de comida que vai para o lixo em nossas casas e nos restaurantes, e é tão bom saber que há movimentos a trabalhar para mudar isso!
A Certificação Zero Resíduos, promovida pela ZERO, também ajuda municípios, negócios e eventos a adotarem práticas de desperdício zero. São passos importantes que nos mostram que há um ecossistema de apoio a crescer para quem quer fazer a diferença.
Regulamentação e o Futuro das Embalagens em Portugal
As regras do jogo estão a mudar, e para melhor, eu diria! As empresas em Portugal estão a sentir, e vão sentir ainda mais, a pressão e o incentivo das regulamentações europeias e nacionais para a adoção de práticas de desperdício zero, especialmente no que diz respeito às embalagens.
Afinal, quem não fica com a sensação de estar a acumular demasiado plástico em casa? A União Europeia tem um papel fundamental nisto, com o “Pacote Economia Circular II” e o novo Regulamento relativo às embalagens e resíduos de embalagens, que já foi publicado e se aplica a todas as embalagens, independentemente do material.
É um movimento que eu vejo com muita esperança, pois significa que a preocupação com o ambiente está a ser levada a sério a nível legislativo.
Desafios e Oportunidades no Setor de Embalagens
Com estas novas regulamentações, surgem, claro, desafios, mas também muitas oportunidades. As empresas terão que repensar o design das suas embalagens, focando-se na redução, reutilização e reciclagem.
Por exemplo, já existem metas de redução de resíduos de embalagens gerados per capita por Estado Membro. E em Portugal, já temos um Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) para embalagens de bebidas não reutilizáveis, com licença válida até 2034, o que é um grande passo para fechar o ciclo destes materiais.
Quem sabe se um dia não teremos máquinas de depósito em todo o lado, como já vemos noutros países? Eu ficaria muito feliz! As empresas que se anteciparem a estas mudanças e investirem em soluções de embalagens mais sustentáveis, como materiais reciclados ou reutilizáveis, terão uma vantagem competitiva enorme.
É a prova de que ser sustentável não é só um custo, é um investimento no futuro e na marca.
A Transição para um Modelo de Consumo Mais Consciente
A verdade é que estas regulamentações não afetam apenas as empresas, mas também nós, consumidores. Elas incentivam-nos a fazer escolhas mais conscientes.
Já repararam na quantidade de produtos com menos embalagem ou com embalagens reutilizáveis que têm surgido? Eu tenho tentado ao máximo optar por estas soluções e, na minha opinião, faz toda a diferença.
A legislação também aborda a doação de géneros alimentícios e combate o desperdício alimentar, o que é crucial. Este movimento para uma economia circular e para o desperdício zero é um trabalho de equipa, onde governo, empresas e cidadãos têm de estar alinhados.
E, pelo que vejo, estamos no bom caminho para um futuro onde o “lixo” é cada vez mais visto como um recurso, e não como um problema.
Modelos de Negócio Circulares em Ação
A teoria da economia circular é linda, mas a prática é ainda mais empolgante, sabem? Ver as empresas a colocarem estes princípios em ação e a transformarem os seus modelos de negócio é algo que me fascina.
Não se trata apenas de mudar um ou outro detalhe; é uma transformação profunda na forma como se pensa o negócio, desde a conceção do produto até à sua gestão pós-consumo.
E a boa notícia é que há vários modelos que estão a ser implementados com sucesso, mostrando que é possível inovar e prosperar enquanto cuidamos do planeta.
Das Matérias-Primas ao Produto Final: Otimização Extrema
Um dos pilares da economia circular é a otimização no uso de matérias-primas e a eliminação do desperdício em todas as etapas da produção. Imagine empresas que, em vez de comprarem novos materiais constantemente, reutilizam os seus próprios subprodutos ou resíduos de outras indústrias.
A Moinho, que mencionei antes, que transforma desperdícios têxteis em papel, é um excelente exemplo. Outras focam-se em processos de produção “limpos” ou eco-eficientes.
Eu, na minha vida, tento aplicar um pouco disso em casa, pensando sempre se posso dar uma segunda vida a algo antes de o deitar fora. No mundo empresarial, isso é levado a um nível muito mais sofisticado, com tecnologias e processos que permitem fechar esses ciclos de forma eficiente.
O objetivo é que cada material seja valorizado ao máximo, reduzindo a necessidade de extrair novos recursos e diminuindo a quantidade de resíduos que acabam em aterros.
É uma mentalidade que exige criatividade e, muitas vezes, um investimento inicial, mas que se paga a longo prazo, tanto financeiramente quanto em termos de reputação.
Servitização e Plataformas de Partilha: A Revolução do Acesso
Outros modelos que estão a ganhar terreno e que me parecem super inteligentes são a servitização e as plataformas de partilha. Em vez de venderem um produto, as empresas vendem o serviço que esse produto proporciona.
Pensem nisto: em vez de comprar uma máquina de lavar roupa, eu poderia alugar o serviço de lavandaria da máquina, com a empresa a ficar responsável pela manutenção e reparação.
Assim, o produto é usado por mais tempo, por mais pessoas, e o desperdício é minimizado. As plataformas de partilha, como a Uber para carros, também se encaixam aqui, otimizando a utilização de bens que, de outra forma, ficariam parados grande parte do tempo.
Eu já usei serviços de partilha e acho que são uma forma fantástica de ter acesso a coisas que não preciso de ter permanentemente, poupando dinheiro e recursos.
Para as empresas, isto significa uma mudança no modelo de negócio, passando de uma venda única para uma relação de serviço contínua com o cliente, o que pode trazer mais estabilidade e novas fontes de receita.
| Modelo de Negócio Circular | Descrição | Exemplo Prático (Portugal) | Benefícios Chave |
|---|---|---|---|
| Design Circular | Desenvolvimento de produtos pensados para serem duráveis, reparáveis e recicláveis, desde a sua conceção. | NAE Vegan Shoes (calçado com materiais reciclados e inovadores) | Redução de desperdício na origem, uso eficiente de recursos, inovação. |
| Extensão do Ciclo de Vida | Ações para manter produtos e componentes em uso pelo maior tempo possível (reparação, reutilização, remanufatura). | Plataformas de reparação de eletrónicos; iniciativas de segunda mão. | Redução da necessidade de novos produtos, poupança para o consumidor. |
| Recuperação de Recursos | Recolha e processamento de materiais pós-consumo ou subprodutos industriais para reintrodução na cadeia de valor. | Moinho (papel a partir de desperdícios têxteis); LIPOR (compostagem de resíduos orgânicos). | Novas fontes de matérias-primas, redução de aterros, criação de valor. |
| Produto como Serviço (Servitização) | Oferta da funcionalidade do produto em vez da sua posse, incentivando a manutenção e partilha. | Aluguer de equipamentos de construção ou veículos (menos comum em grande escala para bens de consumo em Portugal, mas em crescimento). | Maior utilização dos bens, menor produção, rendimento estável para a empresa. |
Estratégias para uma Transição Sustentável e Lucrativa

Mudar de um modelo de negócio linear para um circular não acontece da noite para o dia, claro. É uma jornada que exige planeamento, investimento e, acima de tudo, uma mentalidade diferente.
Mas, pela minha experiência e pelo que vejo acontecer em Portugal, os benefícios a longo prazo superam largamente os desafios iniciais. As empresas que estão a conseguir fazer esta transição com sucesso são aquelas que encaram a sustentabilidade não como uma obrigação, mas como uma oportunidade de inovar, reduzir custos e criar um valor diferenciado para os seus clientes.
E convenhamos, nos dias de hoje, ter uma marca com um propósito ambiental forte é um trunfo e tanto!
O Papel da Tecnologia e da Inovação
A tecnologia é, sem dúvida, uma aliada poderosa nesta transição. Ferramentas de análise de dados, por exemplo, podem ajudar as empresas a identificar onde estão os maiores pontos de desperdício na sua cadeia de valor e a encontrar soluções mais eficientes.
A automação e a inteligência artificial também estão a tornar-se cruciais na elaboração de relatórios de sustentabilidade e na verificação de conformidade ESG (Environmental, Social, and Governance), garantindo rigor e eficiência.
Eu, que sou uma entusiasta da tecnologia, fico entusiasmada com o potencial que ela tem para nos ajudar a construir um futuro mais verde. Para as empresas, isto significa investir em I&D, mas também procurar parcerias com startups e outras entidades que estejam a desenvolver soluções inovadoras no campo da economia circular.
É preciso estar atento ao que há de novo e não ter medo de experimentar!
Como Envolver a Equipa e os Consumidores
Uma coisa que aprendi é que a mudança só acontece de verdade se envolvermos todos. Não adianta a direção da empresa querer ser “zero desperdício” se os colaboradores não estiverem a bordo.
É fundamental capacitar as equipas, dar-lhes conhecimentos sobre estes temas para que se tornem “agentes de mudança” dentro e fora da organização. Promover a reciclagem no local de trabalho, oferecer garrafas reutilizáveis personalizadas, e até mesmo iniciar programas de compostagem de orgânicos nos refeitórios, são pequenos gestos que fazem uma enorme diferença e criam uma cultura de sustentabilidade.
E claro, nós, consumidores, somos uma peça fundamental. As empresas precisam comunicar de forma clara e transparente os seus esforços, e nós devemos valorizar e apoiar quem está a fazer um esforço genuíno.
Afinal, a sustentabilidade é uma jornada partilhada, e cada um de nós tem um papel importante a desempenhar.
Os Benefícios a Longo Prazo de um Negócio Sustentável
Quando olhamos para a sustentabilidade e para os modelos de desperdício zero, é fácil focarmo-nos nos desafios iniciais, nas mudanças que temos de fazer ou nos investimentos necessários.
Mas a verdade é que os benefícios a longo prazo, tanto para o planeta como para o próprio negócio, são tão grandes que, na minha opinião, a questão não é “se” devemos adotar estas práticas, mas sim “quando” e “como”.
Tenho acompanhado de perto a evolução de várias empresas e posso dizer-vos, de coração, que aquelas que abraçam esta filosofia com convicção são as que estão mais bem preparadas para o futuro, mais resilientes e, sim, mais lucrativas.
Redução de Custos e Novas Fontes de Receita
Uma das vantagens mais óbvias, e que agrada a qualquer empresário, é a redução significativa de custos. Menos desperdício significa menos matéria-prima comprada, menos energia utilizada na produção de novos bens e menos dinheiro gasto em gestão de resíduos.
Já pensou no impacto que a redução no consumo de papel tem nas florestas e nos custos de uma empresa?. Além disso, o que antes era “lixo” pode tornar-se uma nova matéria-prima ou até mesmo um novo produto, gerando novas fontes de receita.
A reutilização e a reciclagem de materiais permitem que esses recursos se mantenham dentro da economia, evitando o esgotamento dos recursos naturais e reduzindo a dependência de matérias-primas importadas, cujos preços são muitas vezes voláteis.
É uma verdadeira jogada de mestre que transforma um passivo num ativo!
Fortalecimento da Marca e Confiança do Consumidor
No mundo de hoje, com tanta informação disponível, a reputação de uma marca é tudo. E a sustentabilidade é um fator cada vez mais decisivo para os consumidores.
Eu, por exemplo, sou muito mais propensa a comprar de uma marca que demonstra preocupação genuína com o ambiente e com as questões sociais. As empresas que adotam estratégias de desperdício zero não só minimizam riscos ambientais, como também mostram que se preocupam com o ambiente local e com as comunidades que o habitam.
Isto traduz-se num fortalecimento da marca, na lealdade do cliente e num maior poder de atração de novos consumidores que partilham estes valores. É uma forma de construir uma ligação mais profunda e significativa com o público, algo que nenhum anúncio tradicional consegue replicar.
É construir uma marca com alma, e isso, para mim, não tem preço.
A Importância da Colaboração para o Impacto Sustentável
Sabem, quando falamos em desperdício zero e economia circular, é fácil sentirmo-nos um pouco pequenos perante a dimensão do desafio. Mas a verdade é que, na minha experiência, as maiores e mais significativas mudanças acontecem quando as pessoas e as organizações se juntam.
A colaboração é a chave para desbloquear o verdadeiro potencial da sustentabilidade. Em Portugal, temos visto exemplos maravilhosos de como a união de esforços pode gerar um impacto gigante, e isso deixa-me com o coração cheio de esperança!
Parcerias Estratégicas e Redes de Colaboração
Ninguém consegue fazer tudo sozinho, não é verdade? No mundo do desperdício zero, as parcerias estratégicas são absolutamente cruciais. Pensem nas empresas que colaboram com outras para que os seus subprodutos se tornem matérias-primas para outro negócio.
Ou nas redes que ligam produtores de excedentes alimentares a instituições de solidariedade social, como faz a iniciativa Zero Desperdício. Estas redes não só minimizam as carências alimentares, como também evitam que toneladas de comida acabem no lixo, otimizando recursos e reduzindo a pegada de carbono.
A LIPOR, por exemplo, é uma associação intermunicipal de gestão de resíduos que serve vários concelhos do Grande Porto, mostrando como a colaboração entre municípios é eficaz.
É um modelo que me inspira e que prova que, juntos, somos muito mais fortes e capazes de criar soluções inovadoras e eficazes.
Envolvimento Comunitário e Educação Ambiental
E o que dizer do envolvimento da comunidade? A transição para o desperdício zero não é só um movimento de empresas ou de governos; é um movimento de pessoas.
A educação ambiental desempenha um papel fundamental, ajudando-nos a todos a compreender a importância das nossas escolhas diárias. Iniciativas que envolvem os cidadãos na separação de resíduos, na compostagem doméstica ou na valorização de produtos em segunda mão são vitais.
A certificação Zero Resíduos, promovida pela ZERO, abrange não só negócios e eventos, mas também municípios, incentivando a criação de planos de comunicação e mecanismos internos para implementar estratégias de prevenção e redução de resíduos.
Quanto mais informados e envolvidos estivermos, maior será o nosso impacto coletivo. Eu, como influenciadora, sinto que tenho uma responsabilidade enorme em partilhar estas ideias e motivar mais pessoas a fazerem parte desta mudança.
Cada pequena ação conta, e quando somamos todas, o resultado é um futuro muito mais brilhante para todos nós!
Para Concluir
Bem, meus amigos, chegamos ao fim de mais uma conversa cheia de descobertas e inspiração! Espero que esta viagem pelos modelos de negócios com desperdício zero vos tenha aberto os olhos e o coração para as infinitas possibilidades que temos à nossa frente. É um caminho que, confesso, me deixa sempre com um sorriso no rosto, porque acredito de verdade que estamos a construir um futuro mais justo, mais próspero e, acima de tudo, mais respeitoso com o nosso lar, o planeta Terra. Ver tantas empresas em Portugal a abraçar esta mudança, a inovar e a provar que é possível ter sucesso enquanto se faz o bem, é algo que me enche de orgulho. Lembrem-se, cada pequena escolha, cada decisão de apoiar quem se preocupa, faz uma diferença gigante no quadro geral. É uma jornada que fazemos juntos, com cada passo a contar para um amanhã onde o “lixo” é apenas uma memória do passado e a abundância de recursos renováveis é a nossa realidade.
Dicas e Informações Valiosas
1. Procure e apoie marcas e negócios locais em Portugal que ostentem certificações de sustentabilidade ou que demonstrem claramente práticas de desperdício zero. Eles são os heróis da nossa economia circular e merecem o nosso reconhecimento.
2. Informe-se sobre os programas de reciclagem e compostagem disponíveis no seu concelho. Em muitas regiões de Portugal, já existem ecopontos e iniciativas para recolha de orgânicos que podem fazer uma diferença enorme na redução do lixo doméstico.
3. Explore as plataformas de partilha e de segunda mão. Em vez de comprar novo, considere alugar ou adquirir artigos usados, prolongando a vida útil dos produtos e combatendo o consumo excessivo.
4. Fique atento às regulamentações sobre embalagens em Portugal. À medida que as leis se tornam mais rigorosas, as empresas serão forçadas a inovar, e a sua escolha por embalagens mais sustentáveis fará a diferença.
5. Envolva-se em iniciativas comunitárias de sensibilização para o desperdício zero. A sua participação ativa pode inspirar outros e ajudar a criar um impacto coletivo ainda maior na sua localidade.
Pontos Chave a Reter
Os modelos de negócios com desperdício zero representam uma transformação essencial para a sustentabilidade global e a prosperidade económica. A transição para uma economia circular, focada na redução, reutilização e reciclagem, não só minimiza o impacto ambiental, mas também impulsiona a inovação e cria novas fontes de receita para as empresas. Em Portugal, a crescente consciência ambiental e as novas regulamentações, especialmente no setor das embalagens, estão a catalisar este movimento, incentivando as empresas a repensar os seus processos e a adotar práticas mais responsáveis. A colaboração entre empresas, governos e cidadãos é crucial para o sucesso desta jornada, que promete um futuro mais resiliente e lucrativo para todos, fortalecendo marcas e a confiança do consumidor. Investir em sustentabilidade hoje é investir no sucesso de amanhã, transformando o que antes era um problema em oportunidades de ouro.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Quais são os benefícios reais de uma empresa adotar um modelo de negócio de desperdício zero, para além da imagem de “verde”?
R: Olhem, esta é uma pergunta que adoro, porque vai muito além do marketing! Na minha experiência, e como o mercado tem mostrado, os benefícios de adotar um modelo de desperdício zero são super concretos e impactam diretamente o sucesso e a sustentabilidade financeira de uma empresa.
Primeiro, e talvez o mais óbvio, é a redução de custos. Pensem comigo: se a vossa empresa está a gerar menos lixo, isso significa menos gastos com a compra de matérias-primas virgens e também menos despesas com a gestão e o descarte de resíduos.
Muitas vezes, o que era visto como lixo pode ser reutilizado, reciclado ou mesmo transformado em novos produtos, gerando novas fontes de receita! Para além disso, a economia circular, que é a alma do desperdício zero, promove a inovação.
As empresas são desafiadas a repensar os seus processos de design, produção e reutilização, o que leva ao desenvolvimento de produtos e modelos de negócio mais eficientes e criativos.
Isto não só aumenta a competitividade no mercado global, como também pode abrir portas para novas oportunidades de negócio. E sabem o que é mais legal?
Estima-se que a economia circular possa criar até 700.000 novos postos de trabalho na União Europeia até 2030, o que é fantástico para a nossa economia.
Finalmente, há uma redução da dependência de recursos naturais finitos, o que nos protege das flutuações de preços e da escassez. Em Portugal, com os objetivos europeus de sustentabilidade e as metas para as embalagens a partir de 2030, ser “desperdício zero” não é só uma opção, é uma estratégia inteligente e necessária para o futuro.
Eu vejo isso como um investimento no futuro da empresa e do planeta!
P: Como é que uma empresa em Portugal pode começar a transitar para um modelo de desperdício zero de forma prática e eficaz, sem grandes investimentos iniciais?
R: Boa pergunta! Sei que muitas vezes a ideia de “desperdício zero” pode parecer assustadora ou dispendiosa, especialmente para empresas mais pequenas. Mas a verdade é que não precisa de ser assim!
Na minha opinião, o primeiro passo, e que é super importante, é fazer uma “auditoria” interna aos resíduos. Parece complexo, mas é basicamente olhar para tudo o que a vossa empresa deita fora e perceber o que é, em que quantidade e de onde vem.
Já vi empresas ficarem chocadas com o que descobrem! Depois de saberem o que estão a desperdiçar, o segredo é aplicar os famosos “5 R’s”: Recusar, Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Compostar (Rot).
Por exemplo, podem começar por recusar embalagens desnecessárias dos fornecedores, ou reduzir o consumo de papel através da digitalização de documentos.
Reutilizar materiais internamente, como caixas ou paletes, também faz uma enorme diferença. Já a reciclagem e a compostagem vêm em seguida, e para isso, podem procurar parcerias com cooperativas de reciclagem ou serviços de recolha de biorresíduos, que já estão cada vez mais acessíveis em Portugal.
Não é preciso um investimento gigante de imediato. Comecem com pequenas mudanças nos processos internos, sensibilizem a vossa equipa (que é fundamental!), e verão que, passo a passo, a vossa empresa vai-se tornando mais eficiente e sustentável.
Existem até algumas iniciativas e apoios em Portugal para empresas que querem embarcar nesta jornada. O importante é começar e estar aberto a inovar nos processos.
É um caminho, e cada pequeno passo conta muito!
P: Que tipo de inovações e setores estão a destacar-se em Portugal na implementação de modelos de negócio com desperdício zero?
R: Que espetáculo de pergunta! É fascinante ver a criatividade das empresas portuguesas quando o assunto é desperdício zero. Pelo que tenho acompanhado, e digo-vos, é uma área em efervescência, há alguns setores que estão mesmo a dar cartas.
A indústria de embalagens, por exemplo, está num ciclo de transformação enorme, impulsionada pelas novas regulamentações europeias que visam metas ambiciosas para 2030 e 2034, com a proibição de certas embalagens de plástico de uso único e o aumento da reutilização e reciclagem.
Já vemos soluções inovadoras como embalagens recicláveis, reutilizáveis e até sistemas de depósito-reembolso a ganhar terreno. Outro setor que me tem surpreendido é a agroindústria, que está a transformar resíduos orgânicos em bioenergia e compostos para a agricultura, criando um ciclo virtuoso que beneficia tanto a produção quanto o ambiente.
É lindo de se ver como conseguem “fechar o ciclo” e regenerar os solos, especialmente num país como o nosso, tão propenso a desafios como os incêndios rurais.
E não podemos esquecer a indústria têxtil e da construção, que estão a encontrar formas super criativas de reutilizar materiais e resíduos, desde tecidos a materiais de construção reciclados, diminuindo os custos e o impacto ambiental.
Marcas como a PreZero Portugal, por exemplo, mostram como infraestruturas, logística e consultoria podem ajudar as empresas a concretizar as suas estratégias de desperdício zero.
Há um movimento muito forte em direção a uma economia circular em Portugal, e a inovação é a chave para tudo isso. Vejo empresas a apostar em tecnologia para rastrear e otimizar o uso de recursos, e até na digitalização de processos para reduzir o desperdício, como a Veolia Portugal tem feito.
É um futuro super promissor e cheio de oportunidades!






